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Caminhar e confiar, tudo que eu preciso está aqui já, meu mapa tá comigo.

  • Foto do escritor: Walleska Santiago
    Walleska Santiago
  • 30 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 1 de jul. de 2025

Eu estava amando e mudando as coisas. As certezas foram questionadas, uma a uma, que surgiam e se depararam com uma reforma. Mudar as coisas é sempre complicado, não sei se a facilidade em eu ir foi ter feito algo voltado para a arrumação de casa, então aprendi ou só dei corpo ao que eu já era. E ai, eu fui mudar - mais uma vez, eu sou boa ensinando novas habilidades, mas sou muito melhor as vivendo.  Sentir as coisas na pele, para troca-la, reforça-la, aperfeiçoa-la, diminui-la, aumenta-la, tirar. Abri espaço para as coisas se reorganizarem.


Eu sei, eu sei, sentir é muito difícil. Há quem não suporte o corpo avisando coisas, há quem tolera e há quem se entrega. Como se uma terceira guerra não estivesse sendo a conversa do momento (não aguento mais passar por marcos históricos, estar num livro de história custa caro, hein?!). Dei uma risadinha, pois era uma piada e eu sou engraçadinha. Mas bom, construir e escrever uma história é complicado mesmo. Iai eu tô vivendo esse negocio, né?! Tem sido bom, não vou mentir. Viver custa e há, também, quem prefira não passar por isso.


Isso de sentir. Ainda vai salvar muita gente! Porém, eu estou feliz em salvar a mim já. Quando a gente se sente, o nosso redor sente mais ou passa a tentar fazer isso. Então, tá tudo certo!

Isso de doer. Ainda vai destruir muita gente! Se precisa urgente reaprender a fazer isso, doer, sabe?! Doer é sentir também e não da para se estar lá sem antes passar por aqui. Caminhar dói! Mas não caminhar é não ser generosa consigo. E mudar lembra mover, se a gente não confia no movimento ele, possivelmente, não sairá como o esperado. Precisamos é lembrar – ou relembrar – que aqui dentro também bate um coração, junto desse cérebro e se eles não estiverem em comunhão, em sintonia, algum vai precisar dizer: “deixa que eu resolvo”. E eu resolvi ficar com isso. O coração dói, porque o mais corajoso sofre mais, o tanto quanto ama.


Então eu estava por ai, vivendo, mudando coisas, sendo eu. Fiz essa introdução – sim, isso foi uma introdução – para falar sobre o próximo amor, dentro de uma linha cronológica de amores. Eu nasci. E renasci muitas outras vezes, porque eu me amo muito. Quando a gente fala sobre amor precisamos lembrar que viemos das aguas e ela, pra mim, fala sobre espelho. Os símbolos são bonitos demais - sou apaixonada , nos relembram que não estamos sozinhos desde a época das cavernas, desde muito antes também, com os escritos, mitos e histórias que lemos e/ou soubemos pela boca de alguém. História me lembra a infância, ouvi muitas histórias e eu era muito atenta a como se contava aquela história, como as emoções caminhavam no corpo, com o corpo e o tom de voz variava, mudava, tinha algo ali.


Eu estava por ai, sendo curiosa, ouvindo, prestando atenção, olhando como quem entende algo. Se a curiosidade matou o gato, sem duvidas, ela salva gatas. Estava sendo eu, me reconhecendo, aproveitando as vidas que deram para que se chegue em uma que você diga enquanto olha para as outras: vou fazer outras escolhas. Caminhar e confiar, tudo que eu preciso está aqui já, meu mapa tá comigo.

 
 
 

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